Entenda a Geração Z através do Youtube | AE Digital

Entenda a Geração Z através do Youtube

Entender os hábitos de consumo de qualquer público, seja de consumidores efetivos ou consumidores em potencial, mais do que um diferencial competitivo, é uma verdadeira obrigação para qualquer empresa que busque se manter na ponta do mercado. Neste sentido, entender como a chamada Geração Z se comporta é fundamental, já que é ela agora que chega ao mercado no trabalho e que tende, em breve, a ocupar as funções-chave estratégicas na sociedade.

Nascida entre 1995 e 2005, a Geração Z é composta de nativos digitais. Que são pessoas que nasceram em uma sociedade altamente conectada pelos meios e ferramentas tecnológicas.

Entenda a geração Z através do YouTube

Sendo assim, entender os hábitos destes nativos digitais na internet já nos ajuda a traçar o perfil dessa geração. Dentre as diversas possibilidades de análise, uma das mais interessantes é observar a maneira como eles consomem vídeos. Desta forma, o YouTube torna-se espaço privilegiado para a coleta de dados e observação destes hábitos de consumo.

Prova deste privilégio são os dados de pesquisa realizada pelo Pew Research Center, que mostra que 85% dos adolescentes estadunidenses dizem usar o YouTube. No Brasil, segundo dados da pesquisa Video Viewers, Provokers de 2018, 55% dos jovens entre 14 e 18 consomem diariamente vídeos através do YouTube.

Cabe agora, portanto, entender as principais balizas que norteiam o uso desta plataforma pela geração Z.

YouTube é plataforma de aprendizado para a Geração z

Cada vez mais familiarizada com a absorção de conhecimento para além das estruturas de aprendizado formais. Nas escolas os jovens da geração Z veem no YouTube uma importante ferramenta para desenvolver suas competências e habilidades.

No Brasil, segundo a pesquisa Video Viewers Provokers de 2018, 9 entre 10 pessoas usam o YouTube para desenvolvimento pessoal.

No entanto, o número de horas e o tipo de conteúdo dos vídeos não é uniforme entre a Geração Z. De acordo com dados divulgados pelo estudo Beyond Binary – The lives and choices of Generation Z, da Ipsos MORI, há diferenças no consumo de vídeos decorrentes da condição socioeconômica destes jovens.

Um estudo entrevistou jovens do Reino Unido em 2017. “Na média, crianças de 5 a 15 anos passaram 15 horas online por semana. No entanto, crianças com maiores condições socioeconômicas passaram apenas 13 horas e 42 minutos online semanalmente. Já entre os com menor poder aquisitivo, o número de horas online saltou para 17 horas.”

YouTube: Educação x Diversão

O estudo continua: “Mais do que isso, a natureza do tempo gasto online é significativamente diferente. (…) as evidências sugerem que aqueles que possuem melhores condições estão utilizando a internet mais para questões educativas. Por exemplo, crianças entre 5 e 15 anos que possuem boas condições socioeconômicas são mais propensas a buscarem vídeos de “como fazer” e tutoriais. São 48% contra 32% das crianças com menores condições.” Índices semelhantes se repetem quando o recorte é feito na faixa etárias entre 12 a 15 anos.

De acordo com estudo, essa diferença está atrelada à própria capacitação dos pais para lidar com as ferramentas da internet. Enquanto 91% dos adultos entrevistados das classes mais altas possuíam habilidades necessárias, índice caía para 62% nos pais menos favorecidas. O estudo aponta, então, que sem essa capacitação dos pais, eles dificilmente conseguirão transmitir tais habilidades para seus filhos.

YouTube é ferramenta que traz sensação de pertencimento e conexão para a Geração Z

Segundo pesquisa realizada pelo Google/Ipsus Connect, que entrevistou em 2018, no mês de maio, 1000 jovens entre 13 e 17 anos, 7 entre cada 10 dos entrevistados afirmaram que assistir vídeos juntamente com outras pessoas os ajuda a se sentirem mais conectados.

Expandindo essa lógica, ao se partilhar um link de um vídeo do YouTube com amigos, familiares ou mesmo com pessoas não conhecidas, podemos também dizer que laços afetivos são renovados e criados. Isso ocorre, pois, compartilhar algo – um vídeo no caso -, significa dizer que aquele tema em questão agora faz parte de um repertório comum entre essas pessoas, e não mais se restringe à seara individual, o que permite que certa conexão afetiva se estabeleça.

YouTube é a plataforma favorita de diversão e relaxamento pela Geração Z

Com o aumento das responsabilidades que incidem sobre a Geração Z, aumentam a busca por momentos de diversão e relaxamento. Dentre as formas buscadas pela Geração Z para dar essa pausa e conseguir um respiro na correria do dia a dia, o YouTube é a plataforma mais buscada para cumprir esse papel. Esse foi o dado registrado na entrevista realizada em maio de 2018 pelo Google/Ipsos Connect com mais de 2000 jovens entre 13 e 24 anos.

Tendência similar é apontada pela pesquisa Video Viewers, que diz que 38,7% dos brasileiros usam a plataforma para se divertir.

Acompanhar e prever os hábitos da Geração Z

Como já dissemos, entender os hábitos de consumo da Geração Z é de extrema importância. Não apenas no presente, mas para o futuro, pois são eles que em breve estarão assumindo a proeminência na sociedade. Serão eles não apenas os novos consumidores por excelência, mas também os novos profissionais e os novos governantes.

Portanto, estruturar um marketing voltado para dar conta destas novas demandas é algo que de forma alguma pode ser negligenciado. Pessoas e instituições que pretendem prosperar e se manter na dianteira competitiva do mercado deve fazer a lição de casa.         

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