Quantas horas de vídeo o Youtube recebe por hora

Talvez você não saiba, mas o dia 14 de fevereiro de 2005 é uma das datas mais importantes da Internet! Foi neste dia que o domínio Youtube.com foi lançado para o mundo. Na sequência, no dia 23 de abril do mesmo ano, o seu co-fundador, Jawed Karin postou o primeiro vídeo daquela que se tornaria a maior plataforma de vídeos da internet. De lá para cá, o volume de dados gerados na Internet e as horas de vídeo upadas no Youtube diariamente não parou de crescer.

Crescer talvez nem seja a palavra mais correta. É melhor deixarmos que os números falem por si: a cada minuto, 400 novas horas de vídeo são disponibilizadas na plataforma; por dia, o upload de horas de vídeos no Youtube chega na casa de 576 mil!

Mas os super números não param por aí. De acordo com a empresa, a plataforma possui atualmente mais de 1,9 bilhões de usuários que a acessam mensalmente e que, ao longo de um ano, consomem juntos o equivalente a 46 mil anos em conteúdo!

É também na casa dos bilhões o número de horas assistidas diariamente no youtube, gerando bilhões de visualizações. O fato da plataforma estar disponível em mais de 80 idiomas, certamente, garante a capilaridade e a profusão de conteúdo de maneira tão impressionante.

Estima-se que 85% dos adolescentes estadunidenses do sexo masculino (entre 13 e 17 anos) acessem o Youtube diariamente. Entre as meninas, o percentual é 70% na mesma faixa etária. Em 2016, a média diária de minutos gastos pelos usuários da plataforma foi de cerca de 40 minutos cada.

O fluxo de dados gerados na Internet

Apesar de espantosos, os números referentes ao Youtube ainda são pequenos quando comparados aos números totais da rede.

Estima-se que, atualmente, mais de 4,1 bilhões pessoas ao redor do mundo acessem a internet, ou seja, mais da metade da população mundial, que é da ordem de 7,6 bilhões de indivíduos.

Segundo dados do estudo Cisco Visual Networking Index: Forecast and Trends, em 2017, o total de tráfego de dados IP na internet foi da ordem 1,5 zettabytes, o que equivale a 122 exabytes por mês ou, trocando em miúdos, algo em torno de 46.600 gigabytes por segundo! Ainda segundo pesquisa, a média mensal do tráfego de dados na rede por pessoa em 2017 foi de 16 gb.

Espera-se que, em 2022, o volume total de dados da internet atinja a astronômica cifra de 150.700 gigabytes por segundo. A movimentação per-capta para o mesmo ano será de 44 gigas. Em números totais, a expectativa é que o tráfego de dados IP chegue a 4,8 zettabytes no ano 2022.

Tabela de conversão de bytes

Tabela de conversão de bytes

 

E para armazenar tudo isso?

E com tanta informação disponível trafegando pela rede, a pergunta que não quer calar é: e como armazenar tudo isso? Muitos nefelibatas talvez digam: na nuvem! A resposta está parcialmente correta, já que grande parte de nossa informação é armazenada na nuvem. Mas afinal, o que é a nuvem, ou cloud computing, em inglês?

Nuvem, de forma resumida, pode ser definida como uma maneira de armazenar dados não diretamente no computador ou dispositivo do usuário. Os dados ficam armazenada de forma remota, em servidores interligados em rede, os chamados data centers.

Muitas empresas possuem seus próprios data centers, sua própria nuvem, que pode estar interligada ou não a outras redes. Outras, geralmente de menor porte, e mesmo alguns usuários independentes, alugam esses serviços de armazenamento de informações.

Data centers

Data centers são locais que abrigam um gigantesco número de hardwares de memória, capazes de armazenar arquivos e dados digitais. Grandes empresas como a Amazon, a Microsoft, a Google e a IBM possuem imensos data centers, cujas reais quantidades, dimensões, capacidade de armazenamento e locais em que estão instalados são muitas vezes mantidos em sigilo.

Esses data centers funcionam como verdadeiros bunkers que tentam manter a informação segura.  Não apenas contra ataques de hackers, mas também de forma física. Possuem sofisticados sistemas de refrigeração, controle de acesso às máquinas e diversos outros procedimentos de segurança.

Além do mais, geralmente a informação armazenada nos data center é duplicada. Essa cópia de segurança fica armazenada em outro local para que, caso algum acidente, catástrofe ou ataque a determinada instalação ocorra, a informação seja preservada.

Servidores da internet - Data centers

Data Center

Data center da Google e o armazenamento das Horas de vídeo no Youtube

A Google, em sua página dedica a seus data centers, traz a informação de que a empresa possui 15 centros de armazenagem de informação distribuídos em diversas partes do mundo:

  • Nas Américas existem 9 data center, sendo 8 deles localizados nos EUA, e apenas 1 no Chile.
  • Na Ásia são dois os locais que possuem data centers da Google: Taiwan e Singapura.
  • Os outros 4 restantes localizam-se em diferentes países da Europa: Irlanda, Holanda, Finlândia e Bélgica.
Data Center - Google

Data Center – Google

Muitos destes data centers ficam em locais frios, facilitando o resfriamento do calor gerado pelas máquinas trabalhando de forma ininterrupta. O resfriamento otimiza a performance dos aparelhos e garante o acesso aos dados pelos usuários distribuídos em todo o globo.

Empresas como o Youtube, cuja quantidade de vídeos armazenada disponível em sua plataforma é estimada em mais de 1 bilhão e 300 milhões, fazem o uso de tais instalações e serviços. Não se sabe aonde o Youtube armazena seu conteúdo, mas é muito provável que nos data centers da Google. Isso porque, foi a gigante da internet que adquiriu a plataforma de vídeos em 2006.

Além de contar com essas poderosas estruturas de armazenamento de dados, o Youtube também vem trabalhando no desenvolvimento cada vez mais intenso de tecnologias de compactação de arquivos, os codecs. Eles permitem que o tamanho de um vídeo seja reduzido sem que sua qualidade seja comprometida.

Seja como for, o fato é que a quantidade de dados na internet tende a crescer cada vez mais. Isso demandará uma estrutura física cada vez maior e mais eficiente para o armazenamento e recuperação da informação, bem como o desenvolvimento de novas tecnologias que permitam que um maior número de informação possa ser condensada num menor espaço, otimizando os recursos existentes.

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